Sequestro. Roubos agravados. Prisão Preventiva. MP. DIAP Regional de Évora
Na sequência da emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito, o Ministério Público apresentou, esta quarta-feira, a primeiro interrogatório judicial, dois arguidos, de nacionalidade estrangeira, de 44 e 42 anos, indiciados, como reincidentes, pela prática de, pelo menos, sete crimes de roubo, com recurso a arma de fogo, dez crimes de sequestro, quatro crimes de falsificação de documento e branqueamento.
Os factos, praticados desde julho de 2023 na zona do Alentejo, Algarve e Margem Sul do Tejo, ocorreram em dependências bancárias, para onde os arguidos se dirigiam em horário de expediente e atuavam sobre funcionários e clientes que aí se encontrassem, exibindo armas, forçando à entrega de quantias em dinheiro sob ameaça de violência física, constrangendo as pessoas a permanecerem no local contra a sua vontade, algumas amarradas, causando grande receio e alarme social.
Um dos arguidos usou várias identidades falsas para entrar e sair do país e do espaço Schengen.
Com esta ação, os arguidos conseguiram obter quantias em dinheiro estimadas em mais de meio milhão de euros, que gastaram e conseguiram fazer sair para o seu país de origem.
Realizado o interrogatório e verificados os perigos de fuga, perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa, o Ministério Público promoveu aplicação da medida de coação de prisão preventiva, a qual mereceu a concordância do Juiz de Instrução Criminal.
As investigações prosseguem sob a direção do DIAP Regional de Évora com a coadjuvação da UNCT da Polícia Judiciária.